quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nada

Quando não se tem nada,
nada se ganha, nada se perde
Quando não se tem nada,
resta apenas números e então, você codifica-os em ações, mas, só que as ações são nada. Por quer, você fez e tá feito,
acabado.

Quando não se tem nada,
nada acontece, fica assim suspenso no ar, entre o tempo que já passou, e o que vai acontecer.

quando não se tem nada, nada podemos fazer.
o abraço é vazio, o olhar vem sem brilho, não há querida, hora vazia sem lugares para fugidas.

quando não se tem nada
o sol nasce para se pôr, sem razão existe o meio dia.
A noite, o corpo sem niguem, esfria.......

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Carmo

Certas verdades deviam ser mentiras
Uma noite roubei um cavalo branco de um bêbado que dormia num sofá do garagem.
Mas ao sentar no gramado com uma amiga do meu lado foi que aconteceu o fato

-ei mulé que é isso?

Ela solta toda a brincadeira no chão o saxofonista calou-se e esvaziou a mão
Tentei enxergar, mas não consegui, pois já era noite e a tarde toda eu bebi.
Sol e água, tudo estava dentro de mim, agora era vinho que me fazia sentir
Fomos expulso do jardim.

Decemos a ladeira e ficamos rindo a noite inteira
Quando toca-se violão sentado com o corpo encostado ao violão, dá pra sentir todas as notas e acordes dentro de si.
Quando toca-se obrigando os dedos a dedilhar o que o coração sente, fecham-se os olhos e pouco a pouco a essencia da alma se liberta, mas junto com ela vem um conteúdo que existe em cada momento em que vivemos.
Nesse momento, eu, sentado num banco, debruçado ao violão tocando blues porquer estava triste meu coração, pensei em Júlia e pensei tambem naquilo que se pensa quando está só.
Então a essencia da minha alma se libertou e começou a bailar por todo o palco e depois por todo o salão e pegou pela mão uma parte do conteúdo, ou seja a magoa e a ilusão, jogou pra fora e longe de mim. Só ficando a tristeza, uma doce saudade e cheiro de terra molhada por uma chuva fina. Assim a musica acabou, eu paro de tocar, meu coração dispara, vejo pessoas e luzes, ouço o som da mão esquerda colidindo com a direta, desvio o olhar dos holofotes.

lembro sozinho.

domingo, 14 de março de 2010

Enquanto caminhava para a luz solitária, no lado escuro da vida
queimou tudo que tinha por fora para aquecer o que portegia no seu interior.
longe do fim , longe do começo, no exato local de se perder.

Aguentou as dores e prosseguio.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tropecei e cair.

O vento gritava grave e amedrontador, dentro dos dias e noites passei sem sentir, querendo voar esperando pelo depois, que vinha me batendo.
Socos mudos e dolorosos, eu girtava e gritava , mas o vento era mais forte e mais forte.
Então eu parei de cair a porra do vento venceu (por segundos) a gravidade, dois solavancos sustentos e fui para cima, mas voltei a descer como se estivese pagando uma divida para o abismo, foda-se tudo que eu não entendia, quero paz, quero calmaria, e o vento gritou me jogando mais rapido pra baixo, desiquilibrando pra esquerda, pra direita, " EU QUE LUTAR", e encontrei o mar, ondas e pedras. O vento era só som agora, quem me batia era a agua salgada contra rochas. E eu tinha que fazer.

Nadar, vencer a rebentação
Nadar, contornar a montanha
Na areia virgem sangra
Na areia sagrada me curar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Banjo e decadência

O vinho já está acabando
A musica cada vez mais alta
A cabeça latejando
O suor escorre, não estamos no inverno
Todas gotas escorrem.

Beber até cair, viver pra beber
A noite é tão longe do dia, horas de viagem
O que fizemos ontem foi um absurdo mudo
Todos o metais eram boêmios
Os meus erros foram por preguisa
Agora acorde jé é tarde
A voz que acorda é doce e cheia
Igual a uma guitarra semi-acustica
Captador do braço, grave.

Não havia nada lá
Só o mesmas canções de sempre
Musica ao contrario, mentiras vazias. surdo
Ilusão brilhante, danças de tribos trazidas
Um blues me cai melhor que uma antepassada batida
Odeio a tarde desso linda.

Enquanto uivei a noite passada junto a pequena multidão
Morcego solava, pequenas doses de coca-cola pra aliviar
A vodka que tomava.

Antes de apagar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Preto

A luz se apagou.
E agora? metade que nós somos se foi,
O que restou foi instinto e oportunismo

Corra para as cavernas,
Espere pelo sol.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Olhando o salão de dança

Tenho medo de morrer cedo
Tenho medo de te dar tudo
Agora que sou nada
Agora que a musica parou
Agora que a confusão cessou.

Tenho que te matar pra não te ter
Tenho que fazer tudo por você
Tudo perder o seu lugar
Tudo esvaziar, sair para o nada.

Onde esta o álcool?

Tenho que fazer tudo queimar
Queimar tudo por dentro
fazer um incendio, queiar tudo por dentro
A dança não adianta de nada
Chove lá dentro, tudo é frio, sabe?
As ultimas palavras são as menos descentes.

Vou me deixar sem querer numca ter que fazer isso igual novamente
Não confio mas no coração
Nunca mais confiarei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Aquariano?

Não uso palavras complicadas
Não tento te enganar com outros eus
Erro muito, mas percebo que com outras palavras não serei um enganador,
sim um outro que nesse momento é isso e não aquilo.

Tudo se desfaz sobre agua da nascente, isso que você segui, pra mim não basta.
Não tenho nada a seguir, vejo o mar e entro me molho, saindo com areia no pé o vento vem soprar minha vida, eu sou do ar!!!
O escuro me abriga quando eu quero, a luz que nos ilumina te controla
O beijo não é só da boca, o filho não é só da mãe, no código binário exite um erro uqe é o numero dois.

A dor, ardor, adorar, amar tudo se mistura tudo se desfaz
Agora eu não tenho mais.
Elas se foram, o você é outra e eu não sou o mesmo

Tudo se desfaz, eu não (sou)tenho mais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

DescomplicaçãoEmProcessoDeOrganizaçãodoCorpoMente
ApeleAlmejandonaAguaAzul

Prometo estar melhor em breve!!!!
juro