domingo, 17 de julho de 2011

Canção para leo

Dois copos numa mesa de varias cervejas vazias
Dois corações nas mesmas magoas de muitas dores sentidas
O que resta de nós dois está nadando num garrafa mágica de vinho.

Do que adianta viver sem aprender?
Somos errantes fingindo de mestre
Erros solitários e isolados para cada um que o segui,
Mas tudo está ao nosso lado agora, é melhor fingir ser mestre.
Distante, mas próximo em instantes, nada constantes, só dois andantes nessa rua fria de mais uma vida.

A voz de Jim, a guitarra de Hendrix
Órgão transcendental. rock ancestral
rimbaud e bebidas
você falando dos beijos na sua ferida.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Desconhecido renascimento, te peço o dom do aprender e renovamento
continuar com a vida sem o desmembramento da felicidade de outros momentos.
O que quero é a sabedoria , serena alegria de quem dá o passo seguinte, a experiencia do andamento, progressão amistosa ao peito.

Pular, subir, descer e subir...

O teu sorriso novamente
O calmo e morno conforto do teus braços
Seu cheiro vermelho e denso
O meu corpo no teu sem receio, só saúde e desejo, amor e mais cheiros.
sentir essa chuva fina de felicidade eterna.
Há quem dera!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

tudo que eu tenho que fazer é...

Já não me importa mais, sou dois erros para uma palavra só
tudo que existe é estranho, disforme e fora do lugar. "jesus escreve certo entre linhas tortas"
Vou nadar nesse rio em minha rua , vou voar pela maravilhas em que me deixo
meu erro é legível, minha as desculpas embaraçosas, mas sinceras.

A bebida esquenta as noites mais quentes ainda em que mergulho nesse recife
rio de lama, água suja de nossos excrementos e voltando para concórdia
mostra a igualdade de quem tá em cima pra o debaixo.
Tão distante, tão diferente, balança sem medida, mas o que se evacua é a mesma...

minha mente ansiosa por algo, te incomoda
minha mente ansiosa pensa tudo , mas não vale de nada
minha mente ansiosa tem que me deixar em paz
assim, cada vez mais perto de mim você vai ficar.

sábado, 21 de maio de 2011

Pequena folha maldita, ninguém vai ter pena de você.

Está só, o asfalto molhado de lágrimas, cabelo livre ao vento.

Desculpe Dean, Sal não está no paraíso...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

o que restou de um noite acesa?

Escuridão
lama
uivo.

Dor
fome
sede.

Flash
quadros
mundo declinando.

Garrafa vazia
peso na cabeça
mente gorda.

você é um estranho em grande parte da sua vida.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alice me pergunta o por quer de falar tanto sobre do dia e da noite. Eu respondo – É tudo que tenho. Acordo todos os dias, saiu para a noite, meu corpo suado no meio da multidão absorve todos os raios de calor, meus olhos queimam de tanta luz e variações de brilho. Todos os lugares que eu ando e visito: ruelas, monumentos e avenidas toda a decadência e maravilhas que o homem construiu, tudo, tudo pertence ao dia e esta contido na noite. O banho do despertar, a fome do meio dia, a tristeza vespertina, a eletricidade luminária de noites quentes, um ato ausente ou uma multidão de gente.

Corra Alice junte-se a loucura verdejante, por que é onde busco todos os benefícios radiantes desses dois alívios meu. Um abraço, carinho ou palavras ouvidas são coisas que vem e vão que vai e fica. Disso tudo apenas a recebo.

O desejo talvez seja uma grande ilusão. O ato a melhor coisa então??

Ruínas e vinho

Na parte antiga da cidade

É onde encontro a celebração

Num dos córregos do rio Dionísio

Eu bebo o mais sujo vinho


Na parte antiga da cidade

Encontro os amigos da loucura

Rubros bárbaros oscilantes

Pesadas canções flamejantes


Na parte antiga da cidade

Onde vejo minha noite

Encontro minha tristeza

Ela vem a mim e diz “amanheça”


Mas o rio corre mais rápido

As ruas se entrelaçam no meio da noite

Não consigo voltar, mais uma vez entro em outro bar

Tudo é brilho no azulejo da madruga

E mas o que? Eu não sei, e você?

sábado, 19 de junho de 2010

Domingo céu alaranjado e tédio

Enquanto lia uma artigo que dizia; no mundo do metal já não existe nada diferente, tudo era igual ou mais rapido, fechou a revista jogou com raiva na mesa, bebeu um gole de uma mistura que, não tinha indentificado, só sabia que era vodka e... mas, não conseguia terminar o artigo por quer todos os criticos são chatos e metidos, mas, é que, esse tinha a razão, é incrivel como nada tinha mudado por anos, ainda bem que não gostava de metal as musicas acabavam, e começavam outras, mas parceiam as mesma pra ele e lucia. era uma revista de um careca, com uma amiga de lucia, e lucia pra quê ficar num domingo sentada num bar de metal com o som querendo ganhar de varios blocos de maracatu num domingo a tarde, metal é igual a maracatu.
Um monte de gente menos de seis instrumentos, e um monte de gente mesmo tocando a mesma coisas pouca mudança rítmica e muita, muita gente, maracatu é igual a metal, pensou o triste, e o careca , falando de mil bandas de metalcomo se fossem livros, lucia nem ouvindo conversando com a amiga toda de preto, as duas olhavam para ele sorrindo e falando, ele tentou dizer que esse povo todo tocando esses ritmos que da uma senssação boa e mexe com o corpo parecia com o livro "adimiravel mundo novo" na parte onde todos eram iduzidos na hora do trabalho a fazer sexo num sala, parar ter melhor coletivismo. mas o careca gritou -sexo coletivo!!!, e a amiga de lucia, -onde? que horror na rua, lucia sorveu a bebibda disse que era muito forte, e o bejou na boca olhou para o careca e a amiga e disse que era complicado os domingos para o seu... só dela e de mais nimguem.
Só o jeito de Lucia para anima-lo.

Ele olhou para as três pessoas que estava na mesa com ele, quase sorrindo e falou -sabe o que seria bom?
um Rolling stonezinho.Repetindo
Um Rolling stonezinho, olhando a ponta dos dedos, como se a melhor banda mais rock do mundo fosse uma marca de cigarros.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nada

Quando não se tem nada,
nada se ganha, nada se perde
Quando não se tem nada,
resta apenas números e então, você codifica-os em ações, mas, só que as ações são nada. Por quer, você fez e tá feito,
acabado.

Quando não se tem nada,
nada acontece, fica assim suspenso no ar, entre o tempo que já passou, e o que vai acontecer.

quando não se tem nada, nada podemos fazer.
o abraço é vazio, o olhar vem sem brilho, não há querida, hora vazia sem lugares para fugidas.

quando não se tem nada
o sol nasce para se pôr, sem razão existe o meio dia.
A noite, o corpo sem niguem, esfria.......

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Carmo

Certas verdades deviam ser mentiras
Uma noite roubei um cavalo branco de um bêbado que dormia num sofá do garagem.
Mas ao sentar no gramado com uma amiga do meu lado foi que aconteceu o fato

-ei mulé que é isso?

Ela solta toda a brincadeira no chão o saxofonista calou-se e esvaziou a mão
Tentei enxergar, mas não consegui, pois já era noite e a tarde toda eu bebi.
Sol e água, tudo estava dentro de mim, agora era vinho que me fazia sentir
Fomos expulso do jardim.

Decemos a ladeira e ficamos rindo a noite inteira