quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ando no lado errado da rua
vou ao bar errado da calçada
cachaça duas vezes mais cara
Dreher cada vez mais escasso.

Acima o céu e silêncio
a baixo baratas e o tempo.

Morena, o que me mata é essa distancia
o que me embriaga é a tua falta
e que me abraça é a tua voz
o que eu irei tocar apenas você pode dizer.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ai, ai morena

Sinto isso dentro de mim.
Como se fosse uma dor, um alívio, um desejo louco de que aconteça ação ou algo que apareça pra mudar as águas desse rio. Fugir e retornar com o melhoramento.
Mas perco o pensamento por olhar, ouvir e tatear varias coisas ao mesmo tempo, e tudo fica confuso, me perco, me perco, quero dizer; talvez me ache, ou alguém me ache, talvez você.
Sinto isso dentro de mim, como se fosse uma alívio, uma dor, sinto vontade de escrever, mas não escrevo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cuidado com o escuro

Acordo de dia, deito- me anoite, olha minha conta vazia, perco a lembrança de algums dias, escuto essa canção e fico feliz. Duda repeti a musica, brinco com maria, volto no mesmo caminho, trabalho pensando no próximo mês, reclamo das pessoas,essas pessoas não gostam do meu jeito, religiosos dizem que eu tenho despeito, visito o mesmo bar, como daquela pipoca, seguro uma vela, se lembra daquela... que um dia.... que ainda... ou que não devia..... Me sinto só no dia, no trabalho, na noite, quando escuto musica não tenho vontade de falar mas falo, olho para os lados e viajo, dentro de mim e fico quase surdo. Gostaria que fosse perto de mim pra acontecer logo e acontecer intenso, vejo Anakin indo pro lado negro, vejo Luke resistindo ao desejo, esqueço meu medo, ando na rua atento, desço do ônibus noite a dentro, traço a caminhada noite a fora pra chegar em casa onde estou agora.

domingo, 17 de julho de 2011

Canção para leo

Dois copos numa mesa de varias cervejas vazias
Dois corações nas mesmas magoas de muitas dores sentidas
O que resta de nós dois está nadando num garrafa mágica de vinho.

Do que adianta viver sem aprender?
Somos errantes fingindo de mestre
Erros solitários e isolados para cada um que o segui,
Mas tudo está ao nosso lado agora, é melhor fingir ser mestre.
Distante, mas próximo em instantes, nada constantes, só dois andantes nessa rua fria de mais uma vida.

A voz de Jim, a guitarra de Hendrix
Órgão transcendental. rock ancestral
rimbaud e bebidas
você falando dos beijos na sua ferida.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Desconhecido renascimento, te peço o dom do aprender e renovamento
continuar com a vida sem o desmembramento da felicidade de outros momentos.
O que quero é a sabedoria , serena alegria de quem dá o passo seguinte, a experiencia do andamento, progressão amistosa ao peito.

Pular, subir, descer e subir...

O teu sorriso novamente
O calmo e morno conforto do teus braços
Seu cheiro vermelho e denso
O meu corpo no teu sem receio, só saúde e desejo, amor e mais cheiros.
sentir essa chuva fina de felicidade eterna.
Há quem dera!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

tudo que eu tenho que fazer é...

Já não me importa mais, sou dois erros para uma palavra só
tudo que existe é estranho, disforme e fora do lugar. "jesus escreve certo entre linhas tortas"
Vou nadar nesse rio em minha rua , vou voar pela maravilhas em que me deixo
meu erro é legível, minha as desculpas embaraçosas, mas sinceras.

A bebida esquenta as noites mais quentes ainda em que mergulho nesse recife
rio de lama, água suja de nossos excrementos e voltando para concórdia
mostra a igualdade de quem tá em cima pra o debaixo.
Tão distante, tão diferente, balança sem medida, mas o que se evacua é a mesma...

minha mente ansiosa por algo, te incomoda
minha mente ansiosa pensa tudo , mas não vale de nada
minha mente ansiosa tem que me deixar em paz
assim, cada vez mais perto de mim você vai ficar.

sábado, 21 de maio de 2011

Pequena folha maldita, ninguém vai ter pena de você.

Está só, o asfalto molhado de lágrimas, cabelo livre ao vento.

Desculpe Dean, Sal não está no paraíso...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

o que restou de um noite acesa?

Escuridão
lama
uivo.

Dor
fome
sede.

Flash
quadros
mundo declinando.

Garrafa vazia
peso na cabeça
mente gorda.

você é um estranho em grande parte da sua vida.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alice me pergunta o por quer de falar tanto sobre do dia e da noite. Eu respondo – É tudo que tenho. Acordo todos os dias, saiu para a noite, meu corpo suado no meio da multidão absorve todos os raios de calor, meus olhos queimam de tanta luz e variações de brilho. Todos os lugares que eu ando e visito: ruelas, monumentos e avenidas toda a decadência e maravilhas que o homem construiu, tudo, tudo pertence ao dia e esta contido na noite. O banho do despertar, a fome do meio dia, a tristeza vespertina, a eletricidade luminária de noites quentes, um ato ausente ou uma multidão de gente.

Corra Alice junte-se a loucura verdejante, por que é onde busco todos os benefícios radiantes desses dois alívios meu. Um abraço, carinho ou palavras ouvidas são coisas que vem e vão que vai e fica. Disso tudo apenas a recebo.

O desejo talvez seja uma grande ilusão. O ato a melhor coisa então??

Ruínas e vinho

Na parte antiga da cidade

É onde encontro a celebração

Num dos córregos do rio Dionísio

Eu bebo o mais sujo vinho


Na parte antiga da cidade

Encontro os amigos da loucura

Rubros bárbaros oscilantes

Pesadas canções flamejantes


Na parte antiga da cidade

Onde vejo minha noite

Encontro minha tristeza

Ela vem a mim e diz “amanheça”


Mas o rio corre mais rápido

As ruas se entrelaçam no meio da noite

Não consigo voltar, mais uma vez entro em outro bar

Tudo é brilho no azulejo da madruga

E mas o que? Eu não sei, e você?

sábado, 19 de junho de 2010

Domingo céu alaranjado e tédio

Enquanto lia uma artigo que dizia; no mundo do metal já não existe nada diferente, tudo era igual ou mais rapido, fechou a revista jogou com raiva na mesa, bebeu um gole de uma mistura que, não tinha indentificado, só sabia que era vodka e... mas, não conseguia terminar o artigo por quer todos os criticos são chatos e metidos, mas, é que, esse tinha a razão, é incrivel como nada tinha mudado por anos, ainda bem que não gostava de metal as musicas acabavam, e começavam outras, mas parceiam as mesma pra ele e lucia. era uma revista de um careca, com uma amiga de lucia, e lucia pra quê ficar num domingo sentada num bar de metal com o som querendo ganhar de varios blocos de maracatu num domingo a tarde, metal é igual a maracatu.
Um monte de gente menos de seis instrumentos, e um monte de gente mesmo tocando a mesma coisas pouca mudança rítmica e muita, muita gente, maracatu é igual a metal, pensou o triste, e o careca , falando de mil bandas de metalcomo se fossem livros, lucia nem ouvindo conversando com a amiga toda de preto, as duas olhavam para ele sorrindo e falando, ele tentou dizer que esse povo todo tocando esses ritmos que da uma senssação boa e mexe com o corpo parecia com o livro "adimiravel mundo novo" na parte onde todos eram iduzidos na hora do trabalho a fazer sexo num sala, parar ter melhor coletivismo. mas o careca gritou -sexo coletivo!!!, e a amiga de lucia, -onde? que horror na rua, lucia sorveu a bebibda disse que era muito forte, e o bejou na boca olhou para o careca e a amiga e disse que era complicado os domingos para o seu... só dela e de mais nimguem.
Só o jeito de Lucia para anima-lo.

Ele olhou para as três pessoas que estava na mesa com ele, quase sorrindo e falou -sabe o que seria bom?
um Rolling stonezinho.Repetindo
Um Rolling stonezinho, olhando a ponta dos dedos, como se a melhor banda mais rock do mundo fosse uma marca de cigarros.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nada

Quando não se tem nada,
nada se ganha, nada se perde
Quando não se tem nada,
resta apenas números e então, você codifica-os em ações, mas, só que as ações são nada. Por quer, você fez e tá feito,
acabado.

Quando não se tem nada,
nada acontece, fica assim suspenso no ar, entre o tempo que já passou, e o que vai acontecer.

quando não se tem nada, nada podemos fazer.
o abraço é vazio, o olhar vem sem brilho, não há querida, hora vazia sem lugares para fugidas.

quando não se tem nada
o sol nasce para se pôr, sem razão existe o meio dia.
A noite, o corpo sem niguem, esfria.......

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Carmo

Certas verdades deviam ser mentiras
Uma noite roubei um cavalo branco de um bêbado que dormia num sofá do garagem.
Mas ao sentar no gramado com uma amiga do meu lado foi que aconteceu o fato

-ei mulé que é isso?

Ela solta toda a brincadeira no chão o saxofonista calou-se e esvaziou a mão
Tentei enxergar, mas não consegui, pois já era noite e a tarde toda eu bebi.
Sol e água, tudo estava dentro de mim, agora era vinho que me fazia sentir
Fomos expulso do jardim.

Decemos a ladeira e ficamos rindo a noite inteira
Quando toca-se violão sentado com o corpo encostado ao violão, dá pra sentir todas as notas e acordes dentro de si.
Quando toca-se obrigando os dedos a dedilhar o que o coração sente, fecham-se os olhos e pouco a pouco a essencia da alma se liberta, mas junto com ela vem um conteúdo que existe em cada momento em que vivemos.
Nesse momento, eu, sentado num banco, debruçado ao violão tocando blues porquer estava triste meu coração, pensei em Júlia e pensei tambem naquilo que se pensa quando está só.
Então a essencia da minha alma se libertou e começou a bailar por todo o palco e depois por todo o salão e pegou pela mão uma parte do conteúdo, ou seja a magoa e a ilusão, jogou pra fora e longe de mim. Só ficando a tristeza, uma doce saudade e cheiro de terra molhada por uma chuva fina. Assim a musica acabou, eu paro de tocar, meu coração dispara, vejo pessoas e luzes, ouço o som da mão esquerda colidindo com a direta, desvio o olhar dos holofotes.

lembro sozinho.

domingo, 14 de março de 2010

Enquanto caminhava para a luz solitária, no lado escuro da vida
queimou tudo que tinha por fora para aquecer o que portegia no seu interior.
longe do fim , longe do começo, no exato local de se perder.

Aguentou as dores e prosseguio.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tropecei e cair.

O vento gritava grave e amedrontador, dentro dos dias e noites passei sem sentir, querendo voar esperando pelo depois, que vinha me batendo.
Socos mudos e dolorosos, eu girtava e gritava , mas o vento era mais forte e mais forte.
Então eu parei de cair a porra do vento venceu (por segundos) a gravidade, dois solavancos sustentos e fui para cima, mas voltei a descer como se estivese pagando uma divida para o abismo, foda-se tudo que eu não entendia, quero paz, quero calmaria, e o vento gritou me jogando mais rapido pra baixo, desiquilibrando pra esquerda, pra direita, " EU QUE LUTAR", e encontrei o mar, ondas e pedras. O vento era só som agora, quem me batia era a agua salgada contra rochas. E eu tinha que fazer.

Nadar, vencer a rebentação
Nadar, contornar a montanha
Na areia virgem sangra
Na areia sagrada me curar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Banjo e decadência

O vinho já está acabando
A musica cada vez mais alta
A cabeça latejando
O suor escorre, não estamos no inverno
Todas gotas escorrem.

Beber até cair, viver pra beber
A noite é tão longe do dia, horas de viagem
O que fizemos ontem foi um absurdo mudo
Todos o metais eram boêmios
Os meus erros foram por preguisa
Agora acorde jé é tarde
A voz que acorda é doce e cheia
Igual a uma guitarra semi-acustica
Captador do braço, grave.

Não havia nada lá
Só o mesmas canções de sempre
Musica ao contrario, mentiras vazias. surdo
Ilusão brilhante, danças de tribos trazidas
Um blues me cai melhor que uma antepassada batida
Odeio a tarde desso linda.

Enquanto uivei a noite passada junto a pequena multidão
Morcego solava, pequenas doses de coca-cola pra aliviar
A vodka que tomava.

Antes de apagar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Preto

A luz se apagou.
E agora? metade que nós somos se foi,
O que restou foi instinto e oportunismo

Corra para as cavernas,
Espere pelo sol.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Olhando o salão de dança

Tenho medo de morrer cedo
Tenho medo de te dar tudo
Agora que sou nada
Agora que a musica parou
Agora que a confusão cessou.

Tenho que te matar pra não te ter
Tenho que fazer tudo por você
Tudo perder o seu lugar
Tudo esvaziar, sair para o nada.

Onde esta o álcool?

Tenho que fazer tudo queimar
Queimar tudo por dentro
fazer um incendio, queiar tudo por dentro
A dança não adianta de nada
Chove lá dentro, tudo é frio, sabe?
As ultimas palavras são as menos descentes.

Vou me deixar sem querer numca ter que fazer isso igual novamente
Não confio mas no coração
Nunca mais confiarei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Aquariano?

Não uso palavras complicadas
Não tento te enganar com outros eus
Erro muito, mas percebo que com outras palavras não serei um enganador,
sim um outro que nesse momento é isso e não aquilo.

Tudo se desfaz sobre agua da nascente, isso que você segui, pra mim não basta.
Não tenho nada a seguir, vejo o mar e entro me molho, saindo com areia no pé o vento vem soprar minha vida, eu sou do ar!!!
O escuro me abriga quando eu quero, a luz que nos ilumina te controla
O beijo não é só da boca, o filho não é só da mãe, no código binário exite um erro uqe é o numero dois.

A dor, ardor, adorar, amar tudo se mistura tudo se desfaz
Agora eu não tenho mais.
Elas se foram, o você é outra e eu não sou o mesmo

Tudo se desfaz, eu não (sou)tenho mais.